No dia 4 de maio, sexta-feira, visitamos a Fundação Iberê Camargo. Conhecer melhor a obra e perceber os detalhes a fim de reproduzi-la como trabalho final do semestre foram os principais objetivos da visita.
A fundação foi inaugurada em 30 de maio de 2008 e foi projetada pelo arquiteto contemporâneo português Álvaro Siza.
A obra revela o arquiteto detalhista, cuidadoso e, de certa forma, ousado, responsável pelo projeto. Siza, além de projetar o prédio em si, também preocupou-se com o mobiliário, placas de informações, formas esbeltas em todas as fachadas, com o sistema sonoro, de iluminação e de temperatura.
Desde sua fachada esbelta, feitas de concreto armado branco, às margens do Guaíba, é possível perceber a ousadia do projetista:
A obra é dotada de curvas sem deixar de seguir um padrão de regularidade e alinhamento:
Quando chegamos, a primeira coisa que nos chamou atenção foi a forma curva do banco, cuidadosamente planejada para continuar na porta da pequena loja no térreo, que, por sua vez, também tem relação com a bancada da recepção:
Logo após, fomos ao auditório no subsolo, local onde, até mesmo as poltronas foram projetadas por Siza:
Outros móveis também planejados por Siza, feitos de bétula finlandesa:
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| Cadeira nas galerias |
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| Bancos do ateliê |
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| Cabideiro no mezanino |
No projeto, também foi procurada a maior segurança possível para as obras do artista Iberê Camargo, demonstrada pelas grandes portas corta-fogo no acervo das obras:
As entradas de luz ao longo de todo o museu, colocadas em posições estratégicas, formando um jogo de luz e sombra bastante criativo:
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| Corredor |
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| Entrada de luz nas galerias |
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| Aberturas nos corredores |
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| Aberturas no teto |
Detalhes das luminárias também projetadas por Siza:
O 4º andar, reservado apenas para as obras de Iberê Camargo, foi projetado para receber também iluminação natural, mas, devido ao perigo da deterioração das obras, recebe apenas iluminação artificial:
As aberturas para a entrada de ar nas salas de exposição, as entradas de ar abaixo das poltronas e as caixinhas de som no auditório e os espaços das tomadas quase imperceptíveis demonstram as preocupações com detalhes sutis:
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| Aberturas para entrada de ar |
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| Tomadas no chão |
O design das pequenas placas de informações revelam ser de autoria do arquiteto:
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| Placa de Informações |
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| Aviso no banheiro |
A superposição dos andares e suas formas ousadas, mas alinhadas, demonstram o bom planejamento de cada detalhe:
As aberturas em posições estratégicas feitas para aproveitar a bela paisagem que circunda o museu, transformando essas aberturas em belos quadros da realidade:
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| Claraboia no interior das rampas |
Detalhe de uma espécie de pátio entre as salas no subsolo:
Oficina no subsolo:
Ateliês no subsolo com mezanino ao nível do solo:
O espaço da cafeteria, ao lado da entrada oficial, com metade da "caixa" suspensa, criando certa tensão:
E, por fim, o estacionamento, que me chamou bastante atenção por ter uma estrutura, design e iluminação bem diferente dos estacionamentos comuns, além de passar por baixo da avenida:
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| Estacionamento subterrâneo |
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| Reflexo do Estacionamento |
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| Estacionamento abaixo da avenida |
Todos esses detalhes fazem da Fundação Iberê Camargo uma referência em Arquitetura Contemporânea, motivo pelo qual o Álvaro Siza venceu, em 2002, o Prêmio Leão de Ouro na Bienal de Arquitetura em Veneza com o projeto do museu.